A União Europeia começa a suspender, nesta quinta-feira (3), a importação de carne bovina, aves de criação, ovos e mel procedentes do Brasil. A medida foi adotada pelo bloco europeu diante da falta de garantias consideradas suficientes sobre o cumprimento das regras relacionadas ao controle do uso de antibióticos nos produtos de origem animal.
Segundo a Comissão Europeia, as exportações poderão ser retomadas após as autoridades brasileiras comprovarem que os produtos estão em conformidade com as exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.
A suspensão atinge um mercado considerado estratégico para o agronegócio brasileiro e pode provocar um prejuízo anual de até US$ 1,8 bilhão ao setor. O Ministério da Agricultura trabalha em conjunto com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) para buscar a retomada das vendas.
De acordo com especialistas, o processo de adequação às exigências europeias é complexo e envolve auditorias, certificações e procedimentos de controle em diferentes etapas da cadeia produtiva.
“Com um rebanho dessa dimensão e uma cadeia de fornecedores tão extensa, comprovar conformidade em escala exige tempo, auditorias e uma infraestrutura de certificação que ainda está sendo construída. A própria Comissão Europeia reconhece essa complexidade”, afirmou Guilherme França, especialista em internacionalização e sócio da consultoria Intrust Associates.
O especialista também explicou que o prazo para a retomada das exportações pode variar conforme o ciclo de produção de cada espécie.
Segundo a Abiec, o mercado europeu tem importância especial para o Brasil por apresentar demanda por produtos de maior valor agregado e por determinados cortes de carne.
União Europeia é um dos principais destinos do agronegócio brasileiro
A União Europeia está entre os principais destinos das exportações brasileiras e representa uma parcela significativa das vendas do agronegócio nacional.
Dados citados pelo R7 apontam que os produtos agrícolas corresponderam a 42% das exportações brasileiras para o bloco em 2025. Combustíveis e produtos da mineração representaram 27% das vendas, enquanto outros produtos minerais também tiveram participação relevante na pauta comercial.
O governo brasileiro agora busca atender às exigências europeias e restabelecer as exportações dos produtos afetados pela suspensão.




























