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Ex-Secretário de Obras da administração Dida Envolvido em Escândalo com a Justiça: Investigação Profunda Revela Corrupção em Licitações e Improbidade Administrativa

Viland Bork, ex-secretário de obras por quase duas gestões do prefeito Dida em Ilhota, encontra-se atualmente sob os holofotes da justiça devido a uma série de acusações que evidenciam práticas corruptas e improbidade administrativa. Essas revelações talvez ofereçam uma explicação para sua saída inesperada da administração Dida. Na época, sua partida gerou considerável curiosidade, uma vez que Bork era visto como uma figura influente no governo de Dida, tendo sido responsável pela nomeação de vários colaboradores que ingressaram na administração municipal com seu aval direto vindos de Luiz Alves.

Recentemente, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em Gaspar moveu uma ação civil pública por improbidade administrativa contra a administração municipal de Ilhota, na qual o nome de Bork aparece em destaque. A acusação é de enriquecimento ilícito de um servidor que recebia horas extras não comprovadas. Esse é apenas o mais recente de uma série de problemas legais que envolvem o ex-político.

Em Luiz Alves, Bork enfrenta uma ação penal por fraude em licitação e corrupção passiva. Essas acusações surgiram como resultado de uma megaoperação conduzida pelo Ministério Público em 2016, visando desarticular um grupo criminoso composto por empresários e agentes políticos corruptos. O foco da operação era o superfaturamento e desvio de recursos em contratos de conserto de máquinas pesadas no município de Tangará.

Após diversas investigações, alguns dos envolvidos decidiram colaborar com as autoridades por meio de delação premiada, o que levou à implicação de Viland Bork. Uma das revelações mais contundentes diz respeito à compra de uma patrola no ano de 2010, durante sua gestão como prefeito de Luiz Alves.

A fraude nesse caso específico consistia em direcionar as especificações da patrola de forma a beneficiar apenas a empresa representada pelos delatores, restringindo assim a participação de outras empresas concorrentes. Em troca desse favorecimento, os delatores pagavam propina a agentes políticos, entre eles, Viland Bork.

Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Bork teria recebido a quantia de R$ 40.000,00 em 2010, o que, ajustado pela inflação, equivaleria a mais de R$ 100.000,00 nos dias atuais.

Fonte: Ministério Público: processo nº 5000773-63.2021.8.24.0071

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