Na acirrada movimentação política dos bastidores, o cenário expõe contradições que muitos tentam ignorar, mas que a realidade teima em escancarar aos olhos mais atentos. O tabuleiro municipal guarda episódios emblemáticos de figuras que, sem base sólida de votos ou liderança consolidada, arquitetaram manobras controversas para viabilizar projetos estritamente pessoais de poder.
Para assegurar espaço a qualquer custo, o percurso recente registrou o abandono de siglas parceiras, a desestruturação de grupos que davam sustentação e a aproximação veloz com antigos adversários. Ao deixar aliados à deriva e comprometer legendas inteiras, construiu-se uma trajetória pautada na conveniência, trocando a lealdade partidária pela sobrevivência imediata em cargos públicos.
Na rotina pública, a postura adotada contrasta frontalmente com as articulações do passado. Em frente às câmeras de redes sociais, encena-se o papel de gestor exemplar, gravando vídeos em canteiros de obras públicas e buscando curtidas a todo instante, enquanto nos bastidores a estratégia segue alimentando ataques indiretos contra quem governa ao próprio lado.
Fazer pose e buscar aprovação digital é simples; sustentar coerência, manter a palavra empenhada e preservar o caráter perante os eleitores e companheiros de caminhada é o verdadeiro desafio que o tempo inevitavelmente cobra.
Por José Carlos de Macedo




























