O Governo Central encerrou o primeiro semestre de 2026 com déficit primário de R$ 92,2 bilhões, enquanto a Dívida Pública Federal aumentou cerca de R$ 235,7 bilhões apenas no mês de junho. Os dados, divulgados pelo Tesouro Nacional, reforçam o desafio de equilibrar receitas e despesas em meio a um cenário de juros elevados e inflação acima da meta.
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Em junho, o resultado primário do Governo Central foi negativo em R$ 48,2 bilhões, acima do déficit registrado no mesmo mês de 2025, que havia sido de R$ 44,2 bilhões. No acumulado do ano, o rombo nas contas públicas chegou a R$ 92,2 bilhões.
Mesmo com crescimento da arrecadação, as despesas federais avançaram em ritmo superior. Enquanto a receita líquida teve alta real de 5,6%, os gastos cresceram 12,3%, pressionados por pagamentos de precatórios, despesas obrigatórias e aumento das despesas discricionárias.
Outro indicador que chamou atenção foi a Dívida Pública Federal, que passou de R$ 9,032 trilhões para R$ 9,268 trilhões entre maio e junho. O aumento foi impulsionado tanto pela emissão de novos títulos quanto pela incorporação dos juros ao estoque da dívida.
No cenário econômico, a inflação perdeu força em junho, com alta de 0,16% no IPCA. Ainda assim, o acumulado de 12 meses permaneceu em 4,64%, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%.
Por outro lado, o mercado de trabalho apresentou resultado positivo. O país criou 145.161 empregos formais em junho, mantendo saldo positivo na geração de vagas, embora especialistas apontem que o crescimento econômico sustentável depende também do controle das contas públicas e da estabilidade fiscal.
Os dados reforçam os desafios da política econômica nos próximos meses, em um contexto de necessidade de equilíbrio fiscal, controle da inflação e manutenção do crescimento da atividade econômica.
Fonte: ND+
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