O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, voltou ao centro de uma investigação após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção. A investigação foi solicitada pela Polícia Federal e envolve a relação de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
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Segundo a Polícia Federal, a apuração busca esclarecer se Lulinha teria atuado para favorecer o empresário investigado no esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Antônio Carlos Camilo Antunes está preso preventivamente e é apontado como um dos principais operadores do caso.
A investigação ganhou força após a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS analisar um relatório que sugeria o indiciamento de Lulinha por suspeitas de tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva. No entanto, o documento foi rejeitado pela maioria dos integrantes da comissão e não produziu efeitos jurídicos.
A defesa de Lulinha afirma que as acusações têm motivação política e nega qualquer irregularidade. Segundo os advogados, o empresário nunca recebeu recursos do investigado nem participou de negócios relacionados ao esquema investigado.
Esta não é a primeira vez que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é alvo de investigações. Desde 2005, seus negócios passaram a ser questionados por parlamentares e órgãos de controle, especialmente após investimentos da operadora Telemar na empresa Gamecorp, da qual era sócio.
Na época, investigações sobre possíveis crimes de tráfico de influência foram abertas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, mas acabaram arquivadas nos anos seguintes sem denúncia ou condenação.
Agora, com a autorização do STF, a Polícia Federal dará continuidade às investigações para apurar se houve prática de crimes na relação entre Lulinha e o chamado “Careca do INSS”. Até o momento, não há denúncia formal nem condenação contra o empresário.
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