O tabuleiro do poder, entre a China e o Baú OPINIÃO 5 de Novembro, 202511 de Novembro, 2025 da redação/José Macedo Os Três Mosqueteiros e a espada da ambição Ilhota, SC – A recente Sessão Solene da Câmara Municipal de Ilhota, que aconteceu nessa terça-feira(04) que deveria celebrar servidores aposentados, expôs um intrincado e arriscado jogo de poder no Executivo municipal. >> Siga o canal do Correio do Vale no Whatsap Sob a fachada da “unidade e continuidade” entre o Prefeito Joel Soares e seu Vice, o Prefeito em Exercício Lico da Ize os bastidores revelam um cenário de franca campanha eleitoral e de acerto de contas com o passado. Trata-se de um tabuleiro político onde três ambiciosos mosqueteiros fingem dar as mãos, enquanto, na realidade, cada um manobra para sacrificar o outro. O foco ficcional e a campanha antecipadaA necessidade de projetar estabilidade nunca foi tão alta. O Prefeito em exercício, Lico, cujo acesso ao cargo se deu após uma controversa articulação interna que “derrubou a chapa” original de seus companheiros, atitude desleal que lhe custou caro, precisa desesperadamente de legitimidade e visibilidade. Sua postura na tribuna, a garantir que a gestão não para e que foram eleitos para “trabalhar, não para dar trabalho”, é a primeira peça movida em sua campanha antecipada rumo ao cargo principal. Não esqueçamos do fator Dida, ex-Prefeito e mentor político de Joel, que injeta pavor e tensão máxima: Dida quer voltar ao poder. Isso significa que o atual Prefeito Joel Soares está cercado por ambos os lados: por um lado, o antecessor que o lançou e agora pode ser seu rival; por outro, o Vice Lico, que usa cada dia de exercício do cargo para se viabilizar como o próximo prefeito. O Deputado, o PL e o Preço da LealdadeNeste cenário de desconfiança mútua, a homenagem ao Deputado Estadual Carlos Humberto (PL) e a exibição de força do partido na Câmara (com a foto que reuniu todo o PL) são o verdadeiro custo-benefício do jogo. O Deputado, atuando como um poderoso árbitro do Governo do Estado, não apenas concede a honraria, mas compra a lealdade do grupo com a promessa pública e concreta da rápida entrega de obras essenciais (“os quatro trevos alemãos” em 30 a 40 dias). Essa ação imediata é uma recompensa tática para o grupo vencedor do PL e uma justificativa para a turbulência interna: vejam, a articulação valeu a pena, trouxemos resultados. A Verdade Inconveniente: O Prefeito Joel, ao permitir que seu Vice Lico capitalize o prestígio da gestão, e ao ver seu próprio padrinho político Dida tramando o retorno, corre o risco de ser a peça a ser sacrificada no centro do tabuleiro. Sua viagem à China, vendida como uma “missão” para o Morro do Baú, pode ser o tempo necessário para que Lico e Dida avaliem qual deles tem mais chances de sucesso, usando a máquina municipal e o apoio estadual recentemente conquistado. Isso me faz lembrar de um certo viajante que encontrei na França e que me contava de suas andanças pela China, estranhamente esse fato me veio a memória. Enfim senhores, a política de Ilhota hoje não é sobre a admiração aos aposentados, mas sobre a competição oculta pelo futuro, onde a lealdade é moeda de troca e o verdadeiro trabalho não é em prol do turismo, mas sim em minar a posição do outro. A cidade assiste a uma disputa velada, onde a unidade é a tática e a ambição é a única regra. >> Siga o canal do Correio do Vale no Instagram Compartilhar no FaceTweetEnvie essa materia por email