O Pedágio de vidas na Rodovia Jorge Lacerda exige mais que promessas, ou… OPINIÃO 29 de Outubro, 202529 de Outubro, 2025 por José Macedo A Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Ilhota de hoje, 29 de outubro de 2025 transformou-se em um palco de dor e cobrança, evidenciando uma crise de segurança viária que há muito tempo exige soluções concretas. >> Siga o Correio do Vale no Instagram A voz geral dos vereadores recheada de emotividade evidenciando e refletindo voluntariamente ou forçosamente o foco da indignação popular que recai sobre a Jorge Lacerda, uma via que, para os moradores, virou um perigoso pedágio cobrado com vidas. A manifestação que marcou o primeiro ano da morte da jovem Eny Camilly, com a presença emocionada de sua mãe na tribuna, não foi apenas um ato de luto, mas um protesto veemente contra a morosidade do do poder público. O grito da família, que questionou a falta de “amor ao próximo”, resume a frustração com um problema que se arrasta em Ilhota por “há muitos anos”. A esperança da comunidade foi brevemente acesa pela notícia de que o projeto para os “trevos alemães” estaria pronto, com a promessa de execução até o mês seguinte, conforme informado aos vereadores. No entanto, esta solução, por si só, é vista por vozes críticas como insuficiente para frear a violência no trânsito. A principal lacuna apontada é a ausência de medidas de redução de velocidade mais efetivas. A mãe de Eny e os vereadores alertam que, se não houver lombadas físicas ou elevadas a “100 metros a cada entrada de cada bairro”, os motoristas continuarão a desrespeitar os limites, e o fluxo de veículos — que tende a aumentar com o crescimento industrial do município — tornará a situação insustentável.O medo de que carros “quase passem por cima das pessoas” durante os próprios protestos é uma metáfora sombria da negligência na via. A tragédia na Jorge Lacerda não é apenas um problema localizado; é um sintoma da falta de planejamento urbano e viário que acompanha o crescimento de Ilhota. A cidade, conhecida pela indústria de lingerie, está em constante expansão, com novos bairros e um aumento no “movimento de caminhão” e de carros de outras cidades. A questão da segurança é, portanto, uma corrida contra o tempo. A grande verdade senhores e senhoras, é que se a administração Joel e Lico e o Governo do Estado insistirem em adiar a implementação de medidas comprovadamente eficazes, como as lombadas físicas, a responsabilidade por futuras mortes e acidentes recairá sobre aqueles que optaram pela burocracia em detrimento da vida.Fica o questionamento “Qual é o problema? Qual é o empecilho?” O questionamento é o ponto nevrálgico que as autoridades de Ilhota precisam responder com urgência, antes que a Rodovia Jorge Lacerda cobre o próximo preço. >> Clique para entrar no grupo do Correio do Vale no Whatsap Compartilhar no FaceTweetEnvie essa materia por email