As exportações brasileiras de café alcançaram um recorde histórico em agosto, com mais de 4 milhões de sacas de 60 quilos embarcadas para o exterior. O volume representa alta de 31% em relação ao mesmo mês de 2025 e foi impulsionado pela chegada da nova safra aos portos brasileiros.
O faturamento também atingiu um patamar inédito. As vendas externas movimentaram US$ 1,3 bilhão, equivalente a cerca de R$ 7 bilhões na cotação considerada pela publicação.
Segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o aumento acompanha a retomada do fluxo de mercadorias após as primeiras etapas da colheita. Os preços médios praticados no mercado externo também contribuíram para melhorar a remuneração dos produtores.
Entre os tipos de café, conilon e robusta apresentaram um dos maiores avanços. Em agosto, os embarques chegaram a 266 mil sacas, crescimento superior a 50% na comparação anual.
O conilon é utilizado principalmente na produção de café solúvel e em misturas de grãos, conhecidas como blends, e tem ganhado espaço entre compradores internacionais.
O café arábica também registrou crescimento. Foram cerca de 2 milhões de sacas exportadas em agosto, alta de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.
A chegada dos grãos recém-colhidos ajudou a aumentar as exportações, mas os produtores enfrentaram dificuldades durante a colheita devido às chuvas fora de época. O excesso de umidade provocou atrasos nos trabalhos e exigiu atenção especial à secagem e à qualidade dos grãos.
Apesar do recorde registrado em agosto, o acumulado do ano ainda apresenta queda. Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou pouco mais de 25 milhões de sacas, reflexo da menor oferta observada no primeiro semestre.
Os Estados Unidos continuam como principal destino do café brasileiro e registraram aumento de 90% nas compras. A Alemanha aparece na sequência, enquanto a Bélgica ampliou as importações em quase 40%.
O crescimento das vendas para a Europa ocorre em meio à adoção de exigências ambientais e de rastreabilidade mais rigorosas. O setor brasileiro avalia que a cadeia produtiva está preparada para atender às novas regras e manter espaço no mercado internacional.



























