A prévia da inflação oficial do Brasil desacelerou em julho e registrou alta de 0,06%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) havia avançado 0,41%.
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No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 registrou alta de 4,52%, abaixo dos 4,80% observados no período de 12 meses imediatamente anterior.
O grupo de habitação apresentou a maior alta em julho, com avanço de 0,97%, e foi o que exerceu o maior impacto sobre o resultado do índice. Os preços de produtos e serviços relacionados à saúde e aos cuidados pessoais também contribuíram para a inflação no mês.
Por outro lado, o grupo de alimentação e bebidas registrou queda de 0,66%, ajudando a conter a alta geral dos preços. O setor de comunicação também apresentou recuo, com variação negativa de 0,02%.
Dos nove grupos analisados pelo IBGE, cinco registraram aumento de preços, com variações entre 0,08% e 0,97%. Os outros quatro apresentaram queda.
O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial do país. O indicador se diferencia do IPCA principalmente pelo período de coleta e pela abrangência das regiões pesquisadas.
A pesquisa considera os gastos de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia.
Para o resultado divulgado em julho, os preços foram coletados entre 17 de junho e 15 de julho de 2026 e comparados aos valores registrados no período anterior.
A próxima divulgação do IPCA-15 está prevista para o dia 26 de agosto.
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