Brasil é o país mais afetado por novo tarifaço dos Estados Unidos, aponta Financial Times CAPA 24 de Julho, 2026 O Brasil foi o país mais prejudicado pela reformulação das tarifas de importação dos Estados Unidos anunciada pelo presidente Donald Trump, segundo análise publicada pelo jornal britânico Financial Times. O levantamento mostra que a tarifa efetiva aplicada aos produtos brasileiros subiu de 11% para 17,7%, representando o maior aumento entre os principais parceiros comerciais dos EUA. Clique aqui para participar de um dos nossos grupos no WhatsApp Os dados são da organização independente Global Trade Alert e indicam que, enquanto o Brasil sofreu o maior impacto, países europeus registraram redução nas tarifas efetivas. França, Alemanha, Reino Unido e Espanha passaram a enfrentar alíquotas menores após a reformulação da política comercial norte-americana. A mudança ocorreu após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegais, no início deste ano, as tarifas amplas anunciadas por Donald Trump em abril de 2025. Para manter a política tarifária, o governo americano substituiu a tarifa global temporária de 10% por taxas específicas para cada país, utilizando a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo especialistas ouvidos pelo Financial Times, esse novo modelo dificulta que uma eventual decisão judicial derrube toda a política tarifária, já que uma contestação tende a produzir efeitos apenas para o país que ingressar com ação. Na quinta-feira (23), os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros e de outros 59 países, alegando que essas nações não combatem de forma eficaz a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Com a nova cobrança, somada à tarifa adicional de 25% já aplicada a determinados produtos brasileiros, parte das exportações nacionais poderá ser tributada em até 37,5%. A medida entrou em vigor nesta sexta-feira (24), embora o governo americano tenha previsto exceções para alguns produtos considerados estratégicos. Em resposta, o governo brasileiro informou que continua negociando alternativas para reduzir os impactos da medida e ampliou o apoio às empresas afetadas por meio do Plano Brasil Soberano, que já disponibilizou R$ 18,5 bilhões em crédito para os setores atingidos. O estudo também aponta que outros países da América Latina e da Ásia, como China, Vietnã, Indonésia, Chile e Colômbia, tiveram aumento nas tarifas efetivas. Já a União Europeia foi relativamente beneficiada pela nova política comercial, embora o bloco continue acompanhando possíveis novas investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos. Clique aqui para acessar nossa página no Instagram Compartilhar no FaceTweetEnvie essa materia por email