O Silêncio do Executivo e o Palco da Câmara de Ilhota CIDADES POLITICA 26 de Setembro, 202526 de Setembro, 2025 A última sessão da Câmara de Vereadores de Ilhota não foi apenas um evento burocrático; foi um espetáculo político, com papéis bem definidos e um enredo previsível de confrontos. De um lado, a oposição, faminta por respostas e armada com denúncias. >> Siga o canal do Correio do Vale no Instagram Do outro, a base governista, estrategicamente focada em exaltar conquistas, como se o silêncio do Executivo fosse apenas uma nota de rodapé na partitura do sucesso. A vereadora Wanderléia Richartz Werner (PP), a voz mais audível do confronto, foi impecável em sua estratégia. Ao denunciar a “total ausência de resposta” da prefeitura, ela fez mais do que reclamar; ela elevou a falta de diálogo a um ataque à democracia. A ameaça de recorrer ao Ministério Público não é um blefe, mas um passo calculado para forçar o Executivo a sair do seu “castelo” de silêncio. A bancada do PP, ao endossar essa postura, se posiciona como a verdadeira guardiã da transparência. Para eles, a mensagem é clara: o Executivo não pode se esconder atrás de números e conquistas enquanto ignora as prerrogativas do Legislativo. Eles buscam não apenas as informações, mas o poder de impor a fiscalização. Do outro lado, a base do governo, com o MDB e o PL na linha de frente, optou por uma abordagem que beira a desconexão. O vereador Roberto Hercules Geraldo de Oliveira (MDB) utilizou a tribuna para uma verdadeira vitrine da gestão, listando os R$ 19 milhões em verbas e elogiando o trânsito livre de seu grupo em Florianópolis. É uma tática de desvio: em vez de defender a falta de respostas, ele muda o foco para o que, em sua visão, realmente importa: o dinheiro que chega à cidade. A posição do MDB é de quem tem as chaves da prosperidade, e a mensagem implícita é que as “picuinhas” da oposição são irrelevantes diante dos milhões conquistados. O vereador Márcio Vladimir Pontioli (PL) seguiu a mesma linha. Ele poderia ter defendido a gestão contra as críticas da oposição, mas preferiu destacar sua própria conquista de R$ 200 mil. Essa postura, embora individualista, serve ao propósito maior da base governista: ignorar a polêmica e focar no que pode ser contabilizado. >> Siga o canal do Correio do Vale no Whatsap Compartilhar no FaceTweetEnvie essa materia por email