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Câmara de Ilhota vive crise de transparência: oposição acusa, governo se esquiva e maioria silencia

A sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (01/07) transformou-se em palco de um embate revelador sobre transparência na gestão pública. Enquanto a vereadora Wanderlea Richarts Werner (PP) cobrava o Executivo de “omissão deliberada” ao não responder seus pedidos de informação, o líder do governo, vereador Roberto Oliveira (PSD), contra-atacava classificando as cobranças como “teatro político”. O que mais chama atenção, porém, é o silêncio da maioria dos parlamentares diante do impasse.

Wanderlea chegou a apresentar documentos comprovando os pedidos foram protocolados desde janeiro – sobre contratos, licitações e execução orçamentária – permanecem sem resposta. “Não é oposição, é cumprimento da lei”, afirmou, anunciando representação ao Ministério Público.

Em resposta, Roberto Oliveira limitou-se a dizer que o governo “prioriza o trabalho sobre politicagem”, sem explicar os motivos concretos para as não-respostas. A defesa, considerada frágil por observadores, não apresentou nenhum contra-argumento substantivo

O mais revelador no entanto foi o comportamento dos demais vereadores: Apenas Fabrício Pereira admitiu “dificuldades similares” . Nenhum outro parlamentar, inclusive da base governista, questionou a falta de acesso a informações. Projetos de lei sobre transparência ativa sequer foram mencionados.

Nos bastidores, poppulars afirmam que o silêncio pode significar: Temor de retaliação do Executivo; Falta de prioridade ao tema; Acordo para manter do jeito que está.

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