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Ex-secretário e empresário são presos em nova fase de operação que investiga corrupção em Blumenau

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O ex-secretário municipal de Blumenau André Espezim e o empresário Leonardo de Souza foram presos preventivamente na manhã desta quarta-feira (7), durante a segunda fase da operação Sentinela, que investiga suspeitas de corrupção na Prefeitura de Blumenau entre 2021 e 2024.

Além das prisões, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na cidade. Os motivos específicos das detenções ainda não haviam sido esclarecidos até a publicação da reportagem.

Espezim foi preso no apartamento onde mora, na região da Alameda Rio Branco. Ele acompanhou o cumprimento das buscas antes de receber voz de prisão e ser levado pelos agentes. Os dois presos foram encaminhados a unidades prisionais da região.

Investigação envolve contratos públicos

Segundo o Gaeco, a investigação apura um suposto esquema envolvendo recursos de contratos de serviços especializados, limpeza urbana e segurança de escolas e creches municipais.

André Espezim, que ocupou cargos no alto escalão da prefeitura, entre eles o de secretário de Comunicação, já era investigado no caso. Conforme documentos citados pelo NSC Total, ele aparece entre os agentes públicos que teriam sido beneficiados pelo suposto esquema.

O empresário Leonardo de Souza, dono de uma produtora audiovisual em Blumenau, não aparecia anteriormente entre os investigados, segundo documentos do Gaeco aos quais a reportagem teve acesso.

Suspeitas após ataque a creche

A investigação ganhou novos elementos após o ataque a uma creche de Blumenau, ocorrido em 5 de abril de 2023. Segundo documentos do Gaeco, cinco dias depois da tragédia, a prefeitura solicitou orçamentos para serviços de segurança em um prazo de 24 horas.

Mais de 10 empresas apresentaram propostas. O Ministério Público aponta que uma empresa investigada teria reduzido o valor apresentado inicialmente e conseguido condições para vencer o processo.

A investigação também apura contratos anteriores e posteriores ao ataque, incluindo serviços de limpeza e segurança em unidades de ensino.

Em um dos contratos de segurança, o valor emergencial chegou a R$ 9 milhões, com um aditivo de R$ 4 milhões. Posteriormente, uma licitação definiu a continuidade do serviço por R$ 42 milhões.

Investigação entra na reta final

De acordo com o Gaeco, o caso apura suspeitas de organização criminosa, fraudes em procedimentos licitatórios, corrupção e lavagem de capitais.

A investigação considera que agentes públicos teriam utilizado suas funções para favorecer empresas em processos de contratação e facilitar pagamentos relacionados ao suposto esquema.

O inquérito está em fase final e deverá ser encaminhado à Justiça após a conclusão das diligências.

O NSC Total informou que não havia localizado, até a publicação, os advogados de André Espezim e Leonardo de Souza. O espaço permanece aberto para manifestação das defesas.