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doe amor: de uma história de superação, nasceu um movimento que costura esperança

De um gesto simples, nascido de uma história de superação pessoal, surgiu um projeto que hoje aquece corações e espalha amor por onde passa.

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O Projeto Doe Amor, coordenado por Leila da Silva Ponciano e vinculado à Secretaria de Assistência Social e Cidadania de Itajaí, celebra dois anos de existência nesta sexta-feira (24). Nesse tempo, foram duas mil bonequinhas confeccionadas, além de almofadas-cobertor, kits para crianças para amenizar e tornar mais agradável o dia a dia de quem enfrenta o tratamento contra o câncer.

Em 2009, Leila recebeu o diagnóstico de linfoma de Hodgkin, em estágio avançado. Devido ao tratamento doloroso, a funcionária pública resolveu criar um projeto que levasse acalento e amor às pessoas em tratamento oncológico. “Durante o tratamento, percebi o quanto o acolhimento faz diferença, o quanto um gesto simples pode levar conforto a quem enfrenta uma batalha tão dura.

“Foi dessa vivência que nasceu o Projeto Doe Amor. Quis retribuir o carinho que recebi e levar conforto a quem enfrenta o tratamento oncológico. Muitas pessoas viajam longas distâncias e, às vezes, não têm um cobertor ou uma almofada para se sentirem acolhidas. Por isso, passamos a confeccionar kits especiais, com mantas, pijamas e almofadas em formato de coração, pensadas com carinho para cada necessidade. Além das bonequinhas de feltro, que se tornaram símbolo do projeto, hoje celebramos dois anos de caminhada e duas mil entregas, levando amor e esperança a quem mais precisa”, enfatiza Leila.

Além fazer o trabalho para as pessoas em tratamento oncológico, o projeto é uma referência também para as colaboradoras que são voluntárias. São pessoas com síndrome de Dow, com deficiência, que utilizam as suas habilidades, e o talento, em nome de ajudar o próximo e se superar.

O que começou como um pequeno ato de solidariedade tornou-se um grande movimento de amor. O projeto ganhou um espaço especial anexo ao Centro de Convivência do Idoso, no bairro São Judas. As mãos que moldam o feltro também moldam sentimentos. São 83 voluntárias de 18 a 86 anos, que, com delicadeza e dedicação, confeccionam bonecas, almofadas, mantas e kits especiais destinados a quem mais precisa. O trabalho também colabora para que elas enfrentem e superem desafios como síndrome de Dow, deficiências, em nome de ajudar o próximo.

Desde a sua criação, o Doe Amor já beneficiou inúmeras instituições, e os artigos habitam hospitais, lares e ONGs de diversas regiões, inclusive fora de Itajaí e de Santa Catarina. Entre as instituições atendidas estão: Rede Feminina de Combate ao Câncer; Associação Casa Biel; Associação Amor Próprio; Associação Madre Teresa; Associação Amar Cura – Rio Grande do Sul; AHF – Associação Hanseníase e Câncer; Associação de Amparo às Pessoas com Câncer – Itajaí; Asilo Dom Bosco – Itajaí; Instituto Vivaz – Balneário Camboriú; Instituto de Amparo às Pessoas com Câncer – Blumenau; Instituto de Apoio às Pessoas com Câncer (INAPC) – Itajaí; CEPON – Florianópolis; UNACON – Itajaí; e Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria – Joinville.

“O câncer é uma luta dura, mas nenhuma luta é impossível quando existe empatia. E é por isso que seguimos, costurando, acolhendo e espalhando amor, um ponto de cada vez”, finaliza Leila.

Uma comemoração especial do trabalho está marcada para sexta-feira (24), às 15h, no Centro de Múltiplo Uso Zelina Lunardelli Coelho, localizado na Rua Antônio Cirilo Dutra, nº 35, bairro São Vicente.

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