A aplicação de recursos públicos e a gestão de contratos no município de Ilhota voltaram a ser alvo de questionamentos por parte da comunidade local. Em pauta, estão a execução das obras de reforma de uma unidade escolar e a abertura de um processo licitatório de expressivo valor para a locação de maquinário pesado.
O primeiro ponto levantado diz respeito às obras na Escola Municipal Domingos José Machado. O município formalizou o Sexto Termo Aditivo ao Contrato nº 029/2026 com a empresa MVB Construtora LTDA, com acréscimo de R$ 15.433,44, elevando o valor total das intervenções para R$ 541.205,01. O contrato prevê a execução completa de reformas estruturais, incluindo salas de aula, cobertura, instalações elétricas e sistema preventivo contra incêndio.
Apesar de haver uma empresa privada contratada e paga para realizar o serviço integral, moradores relatam a presença constante de servidores do quadro próprio da Prefeitura — como pedreiros, eletricistas e equipes da Secretaria de Obras — atuando diretamente no canteiro de obras do colégio. A situação levanta dúvidas sobre a fiscalização do contrato e a possível sobreposição de custos e mão de obra pública em um serviço já terceirizado.
Paralelamente, a publicação do Pregão Eletrônico nº 34/2026 (Processo nº 246/2026) pela Secretaria de Obras também gerou controvérsia. O edital prevê o registro de preços para a contratação por hora de escavadeira hidráulica de braço longo, com valor estimado em R$ 878.505,00.
Contribuintes questionam a opção pelo aluguel temporário em detrimento da aquisição definitiva de um equipamento novo para a frota municipal, argumentando que o montante previsto na licitação seria suficiente para a compra de um maquinário próprio, evitando despesas recorrentes com locação nos próximos anos.






























