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Quem é Khalid Sheikh Mohammed, apontado como arquiteto dos ataques de 11 de Setembro

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Khalid Sheikh Mohammed, conhecido como KSM, é apontado pelas autoridades dos Estados Unidos como um dos principais responsáveis pelo planejamento dos ataques de 11 de Setembro de 2001, que deixaram quase 3 mil mortos.

Preso no Paquistão em 2003, ele passou anos em prisões secretas da CIA antes de ser transferido para a base de Guantánamo, onde permanece detido. O julgamento, marcado para junho de 2028, ocorre após décadas de disputas judiciais envolvendo acusações de tortura e questões relacionadas às provas utilizadas no processo.

Formação e radicalização

Nascido no Kuwait, em 1965, KSM estudou nos Estados Unidos e se formou em engenharia mecânica. Ainda jovem, aproximou-se do extremismo jihadista e, posteriormente, participou de conflitos envolvendo militantes no Afeganistão.

Na década de 1990, desenvolveu planos de ataques contra os Estados Unidos. Uma das ideias que ajudou a formular previa o uso de aviões comerciais como armas contra importantes alvos americanos.

Relação com Osama bin Laden

KSM apresentou o projeto a Osama bin Laden na década de 1990. Inicialmente, a ideia foi considerada complexa, mas posteriormente recebeu autorização e recursos para ser desenvolvida.

O plano evoluiu até os ataques de 11 de setembro de 2001, quando quatro aviões comerciais foram sequestrados.

Dois deles atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Um terceiro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA. O quarto caiu em uma área rural da Pensilvânia depois que passageiros tentaram retomar o controle da aeronave.

Prisão e Guantánamo

Khalid Sheikh Mohammed foi capturado em 1º de março de 2003, no Paquistão, em uma operação envolvendo agentes da CIA e autoridades paquistanesas.

Depois de permanecer em instalações secretas da inteligência americana, ele foi transferido para Guantánamo em 2006.

Além de KSM, outros três acusados serão julgados pelo caso: Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Ali Abdul Aziz Ali e Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi.

O longo processo judicial foi marcado por controvérsias sobre os métodos utilizados durante os interrogatórios dos acusados e pela discussão sobre a validade das provas obtidas nesse período.

O julgamento está previsto para ocorrer em junho de 2028, mais de duas décadas após os ataques que transformaram a história dos Estados Unidos e tiveram consequências em todo o mundo.