As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms, que acontecem nesta terça-feira (3), prometem impactos diretos nas relações diplomáticas, políticas e econômicas com o Brasil. A votação define todas as 435 vagas da Câmara dos Representantes, 35 das 100 cadeiras do Senado e governos de 36 dos 50 estados norte-americanos.
Atualmente, o Partido Republicano mantém uma estreita maioria no parlamento, com 218 deputados e 53 senadores. No entanto, diante de um cenário de desgaste na aprovação popular do governo, os democratas tentam retomar o controle do Congresso. Uma alteração na maioria parlamentar pode criar mecanismos de fiscalização e barrar iniciativas promovidas pela atual gestão da Casa Branca.
No âmbito econômico, uma eventual vitória da oposição democrata pode impor travas institucionais ao aumento de tarifas comerciais impostas a produtos brasileiros e influenciar discussões orçamentárias que impactam a cotação do dólar e as taxas de juros globais. Especialistas apontam que a perda de maioria no parlamento reduz o margem de manobra do governo americano para aplicar sanções de forma unilateral.
No campo político, o resultado das urnas também pode interferir na condução da política externa em relação à América Latina. Uma mudança na composição do parlamento tendemos a aumentar o escrutínio sobre decisões bilaterais e sobre a concessão de apoios a figuras políticas da oposição brasileira em solo norte-americano, além de reorganizar os espaços de negociação entre os governos de ambos os países.





















