Um grupo de sete catarinenses está entre as centenas de passageiros retidos no Aeroporto Internacional de Tocumen, no Panamá, em decorrência dos transtornos provocados por um forte terremoto de magnitude 7,7 registrado no país. O grupo, composto por seis adultos e uma criança, viajou para Punta Cana, no Caribe, para acompanhar o casamento de uma familiar e enfrentou o cancelamento de voos durante o trajeto de volta para Florianópolis.
A viagem de retorno foi interrompida nesta sexta-feira (9), quando o avião que os transportava precisou alternar a rota para a Colômbia após o abalo sísmico. Segundo os passageiros, eles permaneceram por cerca de duas horas dentro da aeronave em solo colombiano, sem permissão para desembarque, antes de seguirem novamente rumo ao Panamá. Ao chegarem ao destino, encontraram o aeroporto totalmente lotado, com passageiros dormindo pelo chão e longas filas para atendimento.
Além do atraso nas conexões e do caos operacional, os turistas relataram ter sentido abalos secundários enquanto aguardavam no terminal. De acordo com informações do Instituto de Geociências do Panamá, foram registradas mais de 100 réplicas após o tremor principal. As famílias enfrentam longas horas em filas em busca de informações sobre a reacomodação nos voos de regresso ao Brasil.
O epicentro do terremoto ocorreu na comunidade rural de La Pitaloza, no sul do Panamá, a uma profundidade de 12 quilômetros, de acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos. O abalo causou danos estruturais em cidades panamenhas, provocando o desabamento de parte de um hotel em Penonomé e a queda da torre de uma catedral em Santiago, além de ter sido sentido na Costa Rica.





















