Bradesco, Itaú e Santander reduziram o número de agências e postos de trabalho no Brasil nos últimos 12 meses. Segundo levantamento divulgado em agosto pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de São Bento do Sul e Região, os três bancos eliminaram 14.157 postos de trabalho no período.
O Santander teve o maior número de cortes, com 6.591 vagas encerradas. Na sequência aparecem o Itaú, com 5.118, e o Bradesco, com 2.448 postos de trabalho a menos.
No mesmo período, os três bancos fecharam 837 agências no país. O Itaú encerrou 335 unidades, o Bradesco fechou 324 e o Santander, 178. Segundo o levantamento, a redução representa aproximadamente 16% da rede física das três instituições.
Lucro de R$ 45,4 bilhões
Apesar da redução no número de funcionários e agências, Bradesco, Itaú e Santander registraram lucro líquido conjunto de R$ 45,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, de acordo com os dados divulgados pelo sindicato.
O valor representa crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período de 2025. Entre os três bancos, o Bradesco registrou alta de 16,2% no lucro, enquanto o Itaú teve crescimento de 9,1%. Já o Santander apresentou queda de 9,5% no resultado.
Nova convenção coletiva
Em setembro, trabalhadores dos três bancos aprovaram a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e negociada pelo Comando Nacional dos Bancários.
O acordo prevê reajuste dos salários e demais remunerações pelo INPC acrescido de 0,6% de aumento real. A correção também alcança itens como Participação nos Lucros e Resultados, vales-alimentação e refeição, pisos salariais e auxílios.
Entre as cláusulas sociais está a participação dos sindicatos no Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais. A convenção também estabelece regras para o monitoramento digital no ambiente de trabalho e prevê o direito à desconexão fora da jornada.
























