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Furacão Polo chega à categoria 5 com ventos de 270 km/h no Pacífico

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O furacão Polo atingiu a categoria 5 na terça-feira (22), após passar de tempestade tropical à classificação máxima em cerca de 36 horas. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), os ventos sustentados chegaram a 270 km/h.

O fenômeno avança pelo Oceano Pacífico, próximo à costa do México, e mantém autoridades em alerta para os possíveis efeitos sobre áreas litorâneas. Apesar de a previsão indicar que o centro do sistema deve permanecer no mar, a trajetória ainda pode sofrer alterações.

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Estados mexicanos como Guerrero, Michoacán, Colima e Jalisco estão entre as áreas que podem registrar os efeitos do sistema. O Serviço Meteorológico Nacional do México (SMN) alertou para chuva forte, possibilidade de inundações, deslizamentos e elevação do nível de rios e córregos.

Nas áreas costeiras de Guerrero e Michoacán, a previsão indica ondas entre 3 e 4 metros, além de mar agitado. Por causa das condições meteorológicas, autoridades chegaram a suspender as aulas em municípios do litoral de Guerrero e Michoacán na terça-feira (22) e nesta quarta-feira (23).

O furacão deve avançar para noroeste, seguindo de forma paralela à costa mexicana. Mesmo sem uma previsão de impacto direto em terra, os moradores das áreas costeiras podem sentir os efeitos das chuvas, ventos e ressaca provocados pelo sistema.

A rápida intensificação do Polo chamou atenção dos meteorologistas. O fenômeno levou aproximadamente 36 horas para sair da condição de tempestade tropical e alcançar a categoria 5, a mais alta da escala Saffir-Simpson.

Esse ritmo de fortalecimento coloca o Polo entre os furacões que atingiram a categoria máxima mais rapidamente no Pacífico, em um grupo que também inclui Otis, em 2023, e Patricia, em 2015.

A intensificação ocorre em um período de forte aquecimento das águas do Pacífico associado ao El Niño. Em 19 de setembro, a temperatura da superfície do mar em uma área do Pacífico centro-oriental estava 3,05°C acima da média, de acordo com os dados apresentados no material de referência.

Apesar da influência do El Niño, o fenômeno climático, isoladamente, não permite determinar a intensidade de cada tempestade nem prever os impactos que serão registrados em diferentes regiões.