O nível do Rio Negro se estabilizou em cerca de 8 metros, mas a cheia continua afetando moradores de Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina, e de Rio Negro, no Paraná. Mais de 170 pessoas permanecem desalojadas ou acolhidas em abrigos nos dois municípios, enquanto equipes da Defesa Civil e das prefeituras monitoram a situação diante da previsão de novas chuvas.
Em Mafra, a última medição, realizada às 10h de quinta-feira (3), apontou o rio em 8,045 metros. O nível havia subido aproximadamente 59 centímetros em apenas 24 horas antes de apresentar estabilização.
Mesmo com a interrupção da elevação, 56 pessoas continuam abrigadas no município. Deste total, 44 estão no Centro de Educação Municipal de Mafra (Cemma) e outras 12 pessoas indígenas foram acolhidas na Escola de Educação Básica Dr. Francisco Izabel.
A prefeitura e a Defesa Civil permanecem mobilizadas para acompanhar a evolução do nível do rio e prestar assistência às famílias atingidas pela cheia.
Rio Negro, no Paraná, também registra impactos
No município de Rio Negro, no Paraná, o nível do rio chegou a 8,09 metros às 15h de quinta-feira (3) e também apresentou estabilização.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades locais, cerca de 156 pessoas foram afetadas e 51 imóveis atingidos, principalmente nas regiões da Vila Paraná, Vila Paraíso e Centro.
Ao todo, 122 pessoas estão desalojadas. Nove famílias, que somam 34 moradores, permanecem acolhidas no Ginásio José Müller. O espaço também abriga 22 animais retirados das áreas afetadas.
A possibilidade de novas chuvas mantém as equipes de emergência em alerta nos dois municípios.
Defesa Civil orienta moradores
Moradores de áreas de risco devem evitar atravessar ruas, pontes e trechos alagados, mesmo que aparentemente apresentem condições de passagem. A orientação é procurar locais seguros e seguir as determinações das equipes de emergência.
Em caso de necessidade de saída rápida, a recomendação é manter separados documentos pessoais, medicamentos, roupas e outros itens essenciais.
Em situações de emergência, os moradores podem acionar a Defesa Civil pelo 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
As autoridades orientam a população a acompanhar os comunicados oficiais das prefeituras e da Defesa Civil e deixar os imóveis somente quando houver orientação das equipes responsáveis.




























