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Lealdade e oportunismo: o preço da foto e o vazio da consciência

Uma imagem vale mais que mil palavras, e a foto em questão é um instantâneo singular que força uma reflexão amarga sobre a lealdade e o oportunismo no jogo político.

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Nela, vemos, da direita para a esquerda, a figura de Paulo Drum — apontado como um dos articuladores do movimento interno no PL que culminou na retirada da candidatura de Chiquinho da Instaladora, o então grande candidato do partido. O beneficiário desse conflito, , foi Lico da Ise, o “grande usurpador” que se capitalizou sobre a discórdia.

A presença de Drum na foto, lado a lado com aqueles cujo caminho político ele supostamente obstruiu ou de quem se afastou em momentos cruciais, é o cerne da questão. Essa reunião levanta a pergunta: qual é o verdadeiro valor da palavra lealdade na política? Para alguns, representa honra e respeito; para outros, no entanto, parece ser apenas uma moeda de troca, um valor a ser negociado conforme a conveniência do momento.

“Uma imagem assim faz a gente pensar no verdadeiro significado da palavra lealdade; na vida de alguns homens ela representa honra e respeito, na de outros, apenas uma valor para negociar.”

Enquanto Lico da Ise, o novo protagonista, segue em “todo vapor”, mostrando serviço e se esforçando para se desvencilhar do “peso homérico de sua própria consciência”, a atitude de Paulo Drum na foto é vista com desdém.

Para o crítico, a expectativa de uma postura diferente por parte de Drum era baixa, e o desapontamento com o que é percebido como um “fogo de palha” — uma vontade que se consumiu rapidamente — é evidente.

É provável que tentem justificar o injustificável, que criem narrativas para ajeitar o encaixe das peças. Contudo, para o observador mais atento e com princípios firmes, as alianças revelam o caráter. O alinhamento com aqueles que são vistos como “chefes dos bajuladores” ou figuras oportunistas desqualifica a atenção e o respeito. O silêncio, neste caso, seria conivência.

A foto, portanto, não é apenas um registro de um evento, mas um retrato cru da política de Ilhota onde a ética parece ser flexível e as alianças, voláteis. Fica o alerta: na política e na vida, “com quem andas assim serás conhecido”.

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